Jenna Coleman fala sobre como foi fazer o sotaque francês quebequense em The Serpent
10.12.2020
postado por JCBR
Dando início às entrevistas para promover The Serpent, Jenna Coleman e Tahar Rahim falaram sobre seus personagens, como foi usar os figurinos dos anos 70 e o sotaque francês quebequense da personagem de Coleman. Confira as scans da entrevista realizada para a revista TV & Satellite Week e a tradução logo abaixo:

Trilha do Terror
Tahar Rahim e Jenna Coleman estrelam um thriller baseado em fatos reais sobre um serial killer dos anos 1970 que atacava mochileiros

Na década de 1970, a “trilha hippie” era um destino popular para milhares de mochileiros ocidentais que desejavam explorar as fascinantes culturas da Índia, Tailândia e Nepal. No entanto, a rota pitoresca escondia um segredo monstruoso. Após uma série de mortes suspeitas, rumores se espalharam sobre um assassino em série perseguindo os jovens viajantes que se aglomeravam no sudeste da Ásia vindos da Europa e da América.

Logo, um fraudador francês chamado Charles Sobhraj surgiu como o principal suspeito dos assassinatos. Conhecido como “A Serpente” devido à sua habilidade para enganar, Sobhraj provou ser uma presa esquiva.

Em 1976, ele escapou das autoridades em todo o mundo e se tornou o homem mais procurado da Interpol, com mandados de prisão emitidos em três continentes.

Agora, no thriller de oito partes da BBC1, Tahar Rahim de The Looming Tower interpreta o assassino de sangue frio, com a ex-estrela de Doctor Who Jenna Coleman como sua cúmplice, Marie-Andrée Leclerc.

A série segue o rastro do terror da dupla, quando Herman Knippenberg (Billy Howle), um diplomata júnior da Embaixada da Holanda em Bangkok, tenta levá-los à justiça após o assassinato de um jovem casal holandês. Conversamos com as estrelas Rahim, 39, e Coleman, 34, para saber mais…

Você sabia sobre Charles Sobhraj antes de se alistar a esse drama?
Rahim: Eu li um livro sobre ele quando eu era adolescente e, como jovem ator, sonhava em interpretar esse papel porque era muito fascinante. Vinte anos depois, quando meu agente perguntou se eu estava interessado em interpretar o papel, não pude acreditar.

Jenna, você acha que Leclerc foi uma cúmplice voluntária?
Coleman: Leclerc era franco-canadense e estava longe de casa havia apenas um mês quando conheceu Sobhraj. Ela precisava estar com ele e faria qualquer coisa para que isso acontecesse. Ela faleceu na década de 1980, mas consegui ler muitos diários dela, o que foi muito útil.

Como Sobhraj se tornou uma pessoa tão má?
Rahim:
Ele teve uma educação muito difícil e foi um menino de rua maltratado. Um dia ele drogou um motorista de táxi e o matou por engano. Ele não sentiu nada sobre a morte e percebeu que poderia usar isso para cumprir seus planos.

Vocês gostaram de filmar na Tailândia?
Rahim: Foi ótimo, mas tivemos que interromper as filmagens em março devido à pandemia e atrasamos cinco meses. Por fim, os produtores revelaram que decidiram terminar as filmagens em Tring!
Coleman: Foi muito estranho fingir que estávamos em Karachi quando estávamos na Inglaterra, mas a equipe de produção fez um trabalho incrível em fazer as locações parecerem que estavam na Ásia. Felizmente foi um verão muito quente, o que ajudou.

A série se passa na década de 1970. Gostaram de vestir as roupas da época?
Rahim:
Eu adorei e levei muitas roupas comigo no final das filmagens, principalmente os sapatos.
Coleman: Nós nos divertimos muito encontrando os figurinos para Leclerc. Eu realmente gostei de todos os tons e usamos vários óculos escuros.

Leclerc tem um sotaque francês distinto. Foi difícil?
Coleman:
É definitivamente um dos trabalhos mais difíceis que já fiz. Além disso, Leclerc era de Quebec, e o sotaque quebequense é diferente do francês — é muito específico. Embora, ao pesquisar o papel, ouvi gravações da voz dela, o que foi muito útil.
Rahim: Jenna foi ótima. Eu sou francês e não poderia ter um sotaque francês de Quebec. É realmente difícil, mesmo para os franceses!