Jenna Coleman e Tahar Rahim revelam o que os ajudou a entrar em seus respectivos personagens em The Serpent
11.12.2020
postado por JCBR
Na edição natalina da revista Total Film conta com uma entrevista de Jenna, Tahar Rahim e com o produtor executivo de The Serpent, Damien Timmer, sobre o que podemos esperar da minissérie que estreia no primeiro dia do ano de 2021. Coleman e Rahim também revelaram o que os ajudou a entrar em seus respectivos personagens. Confira as scans da revista e abaixo a tradução da entrevista:

Desvendando a série de crimes da vida real The Serpent…

Comportamento escorregadio
The Serpent é um novo thriller de oito episódios da BBC centrado no criminoso da vida real Charles Sobhraj, interpretado por Tahar Rahim. “Ele é um vigarista”, diz a estrela de A Prophet sobre seu papel. “Ele é um manipulador. Ele é muito inteligente, sedutor e malvado. E em um ponto ao longo da estrada, ele acabou se revelando um assassino.” Tendo como mira viajantes solitários na chamada “Trilha Hippie” no sudeste da Ásia de 1970 rendeu a Sobhraj uma série de apelidos, incluindo “Assassino do Biquíni” e, sim, “The Serpent (A Serpente)”. Ele atraiu grande atenção da mídia, tornando-se tema de quatro biografias, três documentários e até um filme de Bollywood, Main Aur Charles de 2015.

Escala épica
Filmado principalmente na Tailândia, The Serpent é um verdadeiro viajante, com a narrativa indo e vindo enquanto o funcionário Herman Knippenberg (Billy Howle) investiga um casal holandês desaparecido. Tudo leva a Sobhraj e sua namorada, Marie-Andrée Leclerc (Jenna Coleman), que viaja pela Ásia usando passaportes falsos retirados de suas vítimas. “O centro da história é Bangkok”, diz o produtor executivo Damien Timmer. “Mas nós vamos para muitos outros lugares na série: Tibete, Caxemira, Hong Kong, Karachi, Paris… Ou seja, tem uma grande variedade de locais ao longo das oito horas.” Além do mais, a Tailândia provou ser versátil, dobrando para muitas das outras regiões.

Verificação da realidade
“Tínhamos muitas pessoas [com quem podíamos conversar]”, diz Coleman. “Damien estava em contato com o verdadeiro Herman Knippenberg.” Enquanto isso, o set foi visitado pela verdadeira Nadine Gires (interpretada na série por Mathilde Warnier) que é, de acordo com Timmer, “uma protagonista nesta história. Ela é alguém que realmente conheceu Charles e Marie-Andrée.” Como foi conhecer os substitutos do casal na tela, Tahar e Jenna? “Acho que ela achou isso realmente angustiante”, diz Timmer. “Mas ela disse que eles estavam no ponto, o que foi gratificante.”

Mantendo a sintonia
Com a série ascendendo a mais de quatro décadas, os atores receberam muitas pesquisas. “Tenho aqui o que [o codiretor] Tom Shankland me enviou”, disse Coleman, apontando para o celular. “Playlists do Spotify dos anos 70!” Sua música preferida para entrar no personagem? “In My Time Of Dying” do Led Zeppelin. “Toda vez que eu estava no set, eu tinha ela constantemente na minha cabeça.” Rahim, por sua vez, simplesmente arrasou muito com roupas adequadas da época e um penteado dos anos 1970 que era metade peruca, metade real. “Era um grande processo fazer isso todos os dias”, diz ele. “Eu ia ficar louco. Mas eles fizeram um bom trabalho.”

Indo mais fundo
Depois de filmar por vários meses, a produção foi encerrada em março, assim que a Covid-19 dominou o mundo, com o elenco e a equipe sendo instruídos a voar de volta para casa. “Lembro que todos nós apostamos quando voltaríamos”, Coleman ri. “Eu não sei quem ganhou!”

No final das contas, ninguém realmente ganhou, já que todos se reuniram na Inglaterra em agosto para filmar as duas semanas finais. Isso significa que os atores foram capazes de aperfeiçoar seus personagens para cenas marcantes dos episódios finais cruciais. “Aproveitamos a situação para aprimorar nossas pesquisas e aprofundar nossos personagens”, diz Rahim. “Isso nos ajudou.”