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Jenna Coleman fala sobre a diferença de trabalhar em Doctor Who e The Sandman
17.08.2022
postado por JCBR
Em entrevista concedida a revista Best, Jenna Coleman falou sobre a diferença de trabalhar em Doctor Who e The Sandman, revelou se retornaria como Clara Oswald e porque não assiste suas próprias atuações.

Confira as scans da revista abaixo e trechos da entrevista:

Como The Sandman se compara ao seu tempo em Doctor Who?
É muito diferente. É único. Trabalhar em algo assim é quase como teatro – a sensação de que não há absolutamente nenhum limite criativo. É tão cheio de camadas e complexo e eu amo todo o humor.

Qual personagem os fãs mais reconhecem em você?
Clara. Definitivamente. Geralmente é, ‘Ah, é Clara de Doctor Who!’

Como você vai se sentir assistindo Doctor Who continuar sem você?
Oh, eu estou realmente animada para vê-lo. É ótimo ver o show seguir em frente. Estou animada para ver como o show muda.

Você acha que voltaria?
Pode acontecer no futuro, quem sabe? Eu acho que, pelo menos por um bom tempo, Clara está provavelmente encalhada em algum lugar no tempo e espaço, tentando entender como funciona uma TARDIS! Mas eu tive três séries incríveis em Doctor Who. Eu aprendi tanto trabalhando com Peter, Matt e o resto do elenco e a equipe em algo tão amado e reverenciado. Foi um momento tão especial na minha vida.

É mais difícil retratar uma pessoa real, como você fez em Victoria, ao contrário de personagens fictícios?
Interpretar alguém que realmente existiu é algo totalmente diferente porque você sente uma responsabilidade de tentar contá-la da maneira mais precisa possível e ser fiel a algo que realmente aconteceu.

Você ama ou odeia assistir suas próprias performances na tela?!
Eu acho difícil me assistir! Algo assim é mais fácil de assistir porque ela é tão diferente de mim. Clara era um pouco parecida demais comigo para que eu possa ver. Geralmente, não consigo assistir nada a menos que a personagem seja um pouco removida de como eu realmente sou.

“Me preocupo com o dia em que você fica confortável demais e deixa de ser curioso” Jenna Coleman sobre atuar
03.05.2019
postado por Laura Cristina

Jenna Coleman concede entrevista ao The Times onde fala sobre seus desafios com All My Sons, o futuro de Victoria e mais:

“Eu não faço ideia do que estou fazendo,” diz Jenna Coleman sobre fazer sua atrasada estreia profissional nos palcos na peça de Arthur Miller, All My Sons. OK, em parte isso é auto-depreciação: a estrela de 33 anos, protagonista em três temporadas de Victoria, três temporadas de Doctor Who e todos os tipos de séries aclamadas pelos últimos dez anos está rindo enquanto diz isso. Ela sabe que os comentários estão sendo bons, sabe que o show fica suspenso por acalmação pública no Old Vic todas as noites.

É também uma sugestão sincera de que ela se sente como se estivesse vivendo toda a sua vida profissional. Quando estava na adolescência em Blackpool, trabalhando em uma companhia de teatro de turnê montada por uma professora empreendedora em sua escola, ela achava que sabia como sua carreira seguiria. Escola de teatro, pequenos papéis aqui e ali, uma confiança e perfil cada vez maiores para igualar. Em vez disso, primeiro ela foi rejeitada por escolas de teatro, então ela foi pega para um papel em Emmerdale. E Emmerdale a levou para um trabalho de televisão ininterrupto e de alto perfil pelos próximos 15 anos.

Então Coleman não tem reclamações. Tudo acabou dando muito certo. Ela mora no norte de Londres com seu namorado, Tom Hughes, que interpreta o Príncipe Albert de sua Rainha Victoria, embora eles não discutam seu relacionamento em entrevistas (“É mais fácil assim,” ela diz com naturalidade). E quaisquer que sejam as ansiedades que ela sentiu preparando-se para isso, sua performance contracenando com Bill Pullman, Sally Field e Colin Morgan no drama de Miller de 1947 está completamente ganhando.

Ela interpreta Annie, a namorada da casa ao lado de Chris Keller (Morgan), o filho do industrial Joe (Pullman) e Kate (Field). Exceto que essa garota vizinha não é apenas uma figura falante que cortou os laços com o pai, ela também acaba tendo um papel fundamental no futuro dos Kellers. Há um momento terrivelmente emocionante em que Coleman nos deixa ver todo o medo pelo futuro que Annie está escondendo tão bem. Ninguém assistiria aquela performance e veria alguém que não sabe o que está fazendo.

Coleman já estava querendo fazer uma peça por um tempo. Não havia tempo para isso quando ela estava interpretando Clara Oswald para o Doctor de Matt Smith, em seguida, Peter Capaldi. Filmar e divulgar a série lhe ocupou muito do ano. Nos últimos três anos, no entanto, desde que ela estrelou em Victoria, ela está à procura de trabalho em um palco. Algo que seja rico o suficiente para que ela esperasse passar todas as noites repetindo as mesmas falas por vários meses. Mesmo antes de conhecer Field e Pullman, ela diz, a perspectiva de trabalhar nessa peça de Miller com o diretor Jeremy Herrin no Old Vic foi o suficiente para atraí-la. Mesmo que seja um papel coadjuvante, quando ela poderia ter presumidamente escolhido um papel maior?

Ela olha para mim com aparente perplexidade de que eu possa imaginar que o tamanho do papel é o que a motiva. Foi mais uma questão de saber se era um papel que ela sentia que poderia fazer alguma coisa, se essas seriam pessoas com as quais ela poderia trabalhar. É, para uma interpretação de um clássico do século 20 em um teatro de mil lugares, um show discreto. Pullman habilmente subestima o papel central de Joe, descrito nas instruções de Miller como “um homem entre os homens”. Ela aprendeu muito com seus colegas de elenco, ela diz, “como Bill subverte o material é tão inteligente. Eu fiz toneladas e toneladas de preparação, mas eu sei que em última análise você precisa se entregar aos outros atores enquanto está no palco.”

Não é apenas o exemplo de Pullman que deixou a atuação mais suave do que o habitual. A sala de ensaio do ateliê do Old Vic criou uma intimidade à qual eles se apegaram quando subiram ao palco. Ah, e todo mundo ficou resfriado durante os ensaios. Então Coleman se acostumou a se apresentar, inicialmente de necessidade, em uma voz um pouco rouca como Annie. Ela trabalhou com um técnico de voz para tentar descobrir o sotaque de Ohio dos anos 40 e assistiu a alguns filmes do período. Agora, embora ela não seja o Christian Bale completo por viver com o sotaque durante toda a semana, ela vai a Ohio a partir das 5 da tarde todos os dias enquanto espera que seu cabelo seja colocado em bobes. “Se livrar das coisas do norte.”

Isso a fez querer fazer mais teatro. No entanto, embora este seja seu primeiro trabalho de palco desde que sua companhia teatral, In Yer Space, levou a peça Spoonface Steinberg de Lee Hall para o Edinburgh Fringe quando ela estava na adolescência, tudo pareceu estranhamente familiar. Ela era uma grande dançarina em Blackpool a partir dos 4 anos de idade, mas a partir de 14 ela trabalhou sempre que podia com a In Yer Space.

Ela se lembra de contracenar em um porão em Buxton com apenas oito pessoas, uma das quais era o ator Timothy West, que lhes deixou uma boa nota no backstage depois. A última vez que seus pais, Keith e Kathy, a viram no palco foi quando eles a levaram para uma apresentação em Felixstowe, Suffolk (uma viagem de cinco horas). Eles eram o tipo pais apoiadores, diz ela; ela está ansiosa para eles assistirem All My Sons na próxima semana.

Ela realmente sente, com todo o seu sucesso, que não está qualificada para fazer o trabalho? “Sim, absolutamente. Com essa peça eu entrei na sala de ensaios e tentei ser dona da minha inexperiência. Completamente de mãos atadas. Eu não sei nada, minhas mãos estão bem abertas e eu vou apenas olhar para todos os outros e trabalhar nisso. Mas eu penso assim em todos os trabalhos, de muitas maneiras. Espero que fique mais fácil, mas uma parte de mim espera que nunca pare. Eu me preocupo com o dia em que você fica confortável demais e deixa de ser curioso.”

Essa é a principal lição que você aprende trabalhando com grandes atores: que você nunca chega ao ponto em que acha que conseguiu. “Mesmo John Hurt, quando participou de Doctor Who, ainda estava procurando e inseguro e tentando e cheio de idéias. Foi incrível de se ver.” Ela ri. “Então eu acho que o que eu percebi é que nunca vou ser qualificada.”

Em retrospecto, ela foi capaz de usar seus sentimentos de inadequação como vantagem em Victoria. Como você interpreta uma das figuras históricas mais famosas do mundo? Bem, ela encantadoramente pesquisou muito disso. Finalmente, em algum momento, você tem que pular daquele trampolim alto e dizer ao mundo que você é agora a Rainha Victoria, muito obrigada, e espera ser levada a sério.

“Pareceu tão errado, aquela primeira temporada. Eu me senti tão menina. Ela tinha 18 anos, era tão jovem, eles me colocaram em um gorro e aqueles vestidos de renda e eu pensei: ‘Eu deveria ser a rainha e isso parece tão errado. Eu me sinto tão feminina. Como faço para projetar poder?’ E percebi, enquanto estava lutando com isso, que ela provavelmente sentia exatamente o mesmo, de 18 anos, em salas com esses homens e de repente, ela é a mulher mais poderosa do mundo.”

Ela esteve em um evento onde a atual Rainha [Elizabeth II] estava presente. Deu-lhe uma visão sobre o que faz um monarca; não é tanto como o monarca se comporta, mas como as pessoas ao seu redor respondem. “Observar o comportamento ao seu redor era fascinante. Se você é uma celebridade, geralmente é histeria, é sonoro. Como uma rainha era silêncio, respeito, tranquilidade.”

Ela notou um comportamento estranho em torno dela como uma pessoa famosa? Coleman não gosta particularmente de falar sobre si mesma como uma pessoa famosa. Ela chega para a entrevista, em um café na rua do Old Vic, arrastando uma mala com roupas de seu photoshoot para esta matéria, sem nenhum publicista ao seu enlaço. E se ela está usando um par de óculos de sol enquanto entra no café, inferno, é um dia ensolarado.

Ainda assim, ela não é cega para o efeito que ela pode causar. Ela lembra que, quando começou em Emmerdale, as pessoas riam sem acreditar quando a viram em um posto de gasolina. Ela atende uma pessoa estranha chamando-a de “Victoria”. Uma vez ela pediu um Deliveroo e, quando atendeu a porta com sua máscara para o rosto, o entregador gritou: “Clara!” Ela, igualmente instintivamente, fechou a porta na cara dele. “A sincronização foi muito engraçada, no entanto.”

E, apesar de falar sobre o processo de “fingir” ser outras pessoas para viver, sabe que traz bagagem de qualquer papel. Ela sabe que é “a garota de Doctor Who, a garota de Victoria…” Ela ri. “Sim. O que se deve puramente porque tive uma maneira bastante incomum de começar. Eu fiz esses trabalhos muito comerciais.”

Agora, pela primeira vez em quase uma década, ela não tem trabalho organizado. Ela começou a trabalhar em Victoria três semanas depois que ela parou de trabalhar em Doctor Who. Ela gostou do contraste entre os dois, assim como gostou do contraste entre Victoria e o drama de quatro episódios da BBC One, The Cry, uma história emocionalmente desgastante de um casal cujo filho desaparece.

Depois de ter várias gravidezes e cenas de parto em Victoria no ano passado, ela deve ter se tornado uma pessoa ‘fixada por mães’. Não, ela diz, a experiência não a fez querer ter filhos, mas o que quer que venha a seguir, ela preferiria que não fosse algo sobre a maternidade. “Seria bom explorar outra coisa profissionalmente em seguida. Corta para: lá estou eu em Call the Midwife…”

Victoria retornará? Sua criadora, Daisy Goodwin, sugeriu muito que irá, falou sobre a quarta temporada sendo a mais sombria até agora. Coleman diz que ela não sabe ainda. “Estamos trabalhando nisso. Eu não acho que vamos filmar este ano.” É uma dúvida, diz ela, do quanto de história deve-se incluir nessa temporada, quanto ela deve envelhecer. É pouco, do ponto de vista dela, que as classificações caíram abaixo de três milhões depois de serem programadas contra Line of Duty nas noites de domingo.

Goodwin tem sido bem sincera sobre o quão “desmoralizante” esse agendamento pode ser, Coleman se sente tentado a acrescentar algo sobre o assunto, mas depois, infelizmente, decide parar. “Eu deveria ter cuidado com o que eu digo… sim, eu vou ser muito diplomática.”

Ela tem estado sediciosamente assistindo Line of Duty nos domingos? Não, ela diz, ela é fã, mas está atrasada. Ela também adorou outra série recente de Jed Mercurio, Bodyguard, onde seu ex-namorado, Richard Madden estrelou. “Os primeiros 20 minutos me fizeram literalmente prender a respiração. Você assistiu?”

Assisti, eu digo, e eu senti o mesmo, mas não era o meu ex falando com um homem-bomba em um trem. Ela ainda seria capaz de ignorar sua descrença se envolver no drama? “Oh sim, eu assisto tudo o que ele faz! Assisto amigos e quem quer que seja, eu posso assistir como um espectador, o que é uma coisa boa.”

O que quer que aconteça com Victoria, Coleman pela primeira vez está encontrando produtores, lendo roteiros, procurando por coisas novas para se jogar. Não será mais Doctor Who, ou uma série de spin-off sobre Clara Oswald que foi deixada viajando pelo universo em sua própria Tardis no final de seu período em Doctor Who. Ela foi, observa, a mais longa companhia moderna. “Então eu poderia voltar, mas sinto que meu tempo acabou, com certeza.” A grande coisa sobre sua carreira – três shows de grande sucesso, um monte de trabalho garantido por anos – também significa que sua carreira não tem muita variedade, ela pensa.

Recentemente, ela filmou um episódio de Steve Pemberton e a comédia de Reece Shearsmith, Inside No.9. Ela notou isso, enquanto que em shows como The Cry, o clima durante as filmagens pode se tornar muito agradável para que todos fiquem loucos com toda aquela angústia. A abordagem de Pemberton e Shearsmith para obter risadas era “incrivelmente matemático”. Ela está procurando por mais experiências como essa, e como All My Sons, onde ela pode se sentir um pouco fora de sua profundidade. “Eu não sei o que vem a seguir”, diz ela, “mas estou ansioso para fazer algumas metamorfoses”.

All My Sons está no Old Vic, London SEl (0844 8717628) até 8 de junho.
A produção será transmitida ao vivo para os cinemas em 14 de maio como parte do NT Live (ntlive.com);
Victoria está no ITV, domingo, 21h;
The Cry está disponível no BBC iPlayer por mais duas semanas.
Foto do artigo feita por Chris McAndrew para The Times

The Jonathan Ross Show: Jenna Coleman conta o que levou do set de Doctor Who
06.04.2019
postado por JCBR
O talk show da ITV, The Jonathan Ross Show, exibido na noite de hoje, 6, contou com a participação ilustre de Jenna Coleman, Bebe Rexha, Rob Beckett e Carlos Acosta.

Durante entrevista, a estrela de The Cry relembrou momentos do seu último dia no set de Doctor Who revelando o que roubou.

Eu roubei um pedaço da TARDIS. [Coloquei] uma peça gallifreyan completa debaixo da minha blusa, mas foi com a ajuda da equipe de adereços. Eles me deram uma piscadela.

Eu também peguei o luminoso da cabine de polícia que está na minha sala de jantar e acende.

Ainda sobre Doctor Who, Jenna respondeu que seu Doutor preferido é o de David Tennant, como sempre, para não ficar em maus lençóis com Matt Smith e Peter Capaldi com quem a atriz trabalhou na série.

Veja fotos clicando nas miniaturas abaixo e confira um trecho da entrevista:



“Ela é uma estrela, uma Audrey Hepburn absoluta”, Peter Capaldi sobre Jenna Coleman
08.11.2018
postado por JCBR
Fotografada por Richard Phibbs, Jenna Coleman está na edição de dezembro da revista Harper’s Bazaar UK. Edição especial que conta com entrevistas com as 15 mulheres que se destacaram neste ano pela revista. Dentre elas, Coleman se destacou, foi homenageada e recebeu um prêmio durante o Harper’s Bazaar Women of the Year Awards por sua atuação, vocês podem conferir todos os detalhes da cerimônia aqui, que contou com o discurso emocionante de Peter Capaldi antes de entregar o prêmio para sua amiga e ex-colega de trabalho. Sem mais delongas, confira a tradução e os scans embaixo da entrevista que a atriz concedeu para a revista britânica:

Após Jenna Coleman deixar a legendária série de sci-fi Doctor Who, seu parceiro de trabalho Peter Capaldi, fez um lindo tributo em uma entrevista. “Ela é uma atriz fabulosa, ela tem uma grande sensibilidade, uma grande graciosidade, humor, cordialidade e paixão. E ela é uma estrela, uma Audrey Hepburn absoluta.”

“Ele disse isso?” Coleman pergunta em seu suave sotaque nortenho, quando nos encontramos em uma manhã fresca de setembro em um jardim ensolarado perto de sua casa no leste de Londres. Ela reflete sobre esse elogio por um tempo. “Geralmente ele me chama de “pequeno elfo””, ela diz. Essa modéstia é típica da atriz de 32 anos, apesar de agora ela ser um nome global e ter fãs fazendo reverências para ela na rua, graças ao seu papel de protagonista em Victoria. O suntuoso drama real cativou o público desde que foi ao ar em 2016, em grande parte, devido a representação cativante e convincente de Coleman da jovem monarca. Sua pesquisa para o papel foi meticulosa, que envolve ler 122 volumes dos diários privados da Rainha e aprender a tocar piano. “Ultimamente, meu trabalho como atriz é capturar a essência e a energia de outra pessoa”, diz ela.

“Desde muito cedo parecia muito certo, apenas se encaixava”, explica ela quando pergunto como ela sabia que queria atuar. “Eu amava assistir filmes, e minha cabeça sempre estava nos livros e histórias. Eu só tinha que trabalhar para fazer isso como o meu trabalho.” Evitando a escola de teatro, Coleman assumiu o papel da criança rebelde Jasmine Thomas em Emmerdale aos 19 anos, e sua atuação deu a ela uma nomeação na categoria Most Popular Newcommer no National Television Awards em 2006. Três anos depois ela juntou-se à aclamada série da BBC, Waterloo Road, antes de aparecer como Clara Oswald, a companion brilhante de Doctor Who, inicialmente contracenando com Matt Smith e depois Capaldi.

Ela está animada para ver o que Jodie Whittaker faz como a primeira Doutora. “Acho que este ano provou que há um interesse em ver uma projeção sua ao invés de um estereótipo, e as pessoas do topo percebem que vão vender e que é isso que as pessoas querem ver”, diz ela. “Mas acho que ainda há um caminho a percorrer – se você não está interpretando a jovem ou a mãe ou a mulher mais velha, há um tipo de vazio nos papéis para as mulheres.” Não para Coleman, cuja audiência alcançada, no tenso thriller psicológico The Cry, viu ela assumindo o papel principal mais uma vez e dominando um outro gênero desafiador.

“Eu fiz uma turnê mundial com Peter Capaldi, o que é uma frase engraçada por si só, e apareceríamos no Rio de Janeiro ou México e tinha pessoas gritando”, diz ela. “Mas você tem que ir sabendo que não é real, então você mergulha e tem essa incrível experiência de vida, eu acho que é a única maneira saudável. Não acho que é algo muito normal estar em tapetes vermelhos com fotógrafos – você tem que se retirar um pouco.” Ela é notoriamente reservada quando se trata de discutir seu relacionamento de dois anos com Tom Hughes, que interpreta seu marido na tela Príncipe Albert, e ela mantém um círculo fechado de amigos que ajudam a mantê-la com os pés no chão. “Eu tenho um grupo no Whatsapp chamado HQ, para Headquarters“, ela confidencia. “Eles sabem quem são.”

Em breve, Coleman estará conquistando uma nova base de fãs, assinando para estrelar uma produção de All My Sons, ao lado de Sally Field, Bill Pullman e Colin Morgan, no Old Vic em abril do próximo ano. Ela percorreu um longo caminho desde os 10 anos, interpretou uma dama de honra italiana em uma turnê de produção de Summer Holiday. Como ela se sente sobre atuar no palco novamente? “Bem. Eu preciso. Já está na hora. E estar com esse grupo incrível!” Com ou sem uma coroa, está claro que o reinado de Jenna Coleman está apenas começando…

Jenna Coleman concede ensaio fotográfico e entrevista para a revista Rollacoaster
05.10.2018
postado por JCBR
Em entrevista para a revista Rollacoaster, Jenna Coleman provou mais uma vez que é a “garota impossível” capaz de interpretar qualquer papel na telinha. A atriz contou todos os desafios que enfrentou ao aceitar o papel de Joanna em The Cry, o da rainha Victoria e como foi chegar em Doctor Who com a série já em andamento. Confira:

Permita-me apresentar a “garota impossível”. Ela visitou centenas de galáxias com o Senhor do Tempo e governou o Império Britânico, lidou com duques e Daleks (deixarei você decidir qual o pior), mas atualmente a coisa mais impossível que ela está enfrentando é tentar encontrar um lugar para falar comigo por telefone sem que as pessoas ao seu redor atrapalhem. “Desculpa!” ela ri quando finalmente nos conectamos. “Você acabou de me ligar enquanto eu estava no carro com o meu motorista e eu sabia que ele riria de tudo que eu disser.”

Claro, a garota em questão é Jenna Coleman, que ganhou esse apelido de seu papel como a companheira do 13º Doutor na amada série da BBC, Doctor Who. Acompanhando Matt Smith e o Doutor de Peter Capaldi, Jenna ganhou fama como Clara Oswald, a espirituosa professora com a habilidade de encantar alienígenas em vários universos.

A chance de escapar para um mundo diferente sempre atraiu Jenna e explorar realidades alternativas é o que primeiro a fez querer entrar em ação. “Lembro de ler Enid Blynton e muitos livros e seus mundos se tornando muito vívidos na minha cabeça”, lembra ela. “Eu me lembro de ser muito, muito jovem e, por alguma razão, sempre me senti muito simples. Atuar foi sempre o que eu queria fazer, era mais o ‘como’ que sempre era a coisa mais complicada.”

Colocando a mão na massa para fazer o ‘como’ acontecer, Jenna conseguiu seu primeiro papel em Emmerdale em 2005, antes de conseguir o cobiçado papel de companion em 2012. Entrar em um fandom tão popular foi inicialmente bastante intimidador, mas, desde então, Jenna estabeleceu um legado como um dos parceiros mais amados do Doutor (desculpa, Martha). “Eu nunca tinha feito nada onde você é a única peça nova em uma máquina muito lubrificada”, explica ela. “É como se você fosse literalmente a única novata por conta própria, o que é uma coisa muito estranha. Você meio que tem que subir em um trem que já está a toda velocidade.”

Encerrando sua última temporada como Clara, Jenna foi direto para outro mundo. Desta vez: a Inglaterra vitoriana. Assumindo o papel de protagonista como rainha Victoria na aclamada série da ITV, Victoria, foi um pouco de uma adaptação de um parceiro de combate do Cyberman. “Eu tive três semanas para me preparar, então foi realmente muito difícil”, lembra ela. “E havia muito material de pesquisa!”

Fazendo o seu dever de casa, Jenna mergulhou nos diários da Queen Vic para tentar entrar na mentalidade de uma jovem encarregada de governar um império inteiro. “Há tantas coisas que as pessoas pensam que sabem sobre ela”, ela me diz. “Você tem os diários, você tem as biografias históricas. Você está interpretando alguém que todos nós pensamos que conhecemos tão bem e nós sabemos que é tão característico dos quadros e história. Só estou tentando realmente fazer isso e trazê-la à vida – realmente descascar as camadas e conhecê-la. Foi um desafio, mas eu também amo isso”. Ela ri. “Eu não achei que gostasse dela no começo! Eu a amo, mas nem sempre gosto dela. O que é incrível é que agora já estamos há algumas temporadas, posso continuar voltando e lendo seus diários. Sinto que continuo a captando cada vez mais e ela é um pouco mais companheira agora.”

Atualmente indo para sua terceira temporada, o breve intervalo de Jenna de retomar as filmagens de Victoria não foi tão relaxante quanto se poderia esperar. Indo para a Austrália em fevereiro, em vez de ter algum tempo bem merecido nas praias ensolaradas, ela entrou direto em seu papel ainda mais desafiador.

Estrelando no thriller psicológico da BBC, The Cry , Jenna interpreta o papel principal de Joanna, uma jovem mãe que viaja para a Austrália com seu filho recém-nascido e um marido levemente detestável para lutar pela custódia da filha dele. Uma vez que eles desembarcaram, tudo parece estar indo bem quando de repente sua vida é jogada para a desordem depois que seu filho desaparece. Baseado no livro de Helen Fitzgerald com o mesmo nome, se você assistiu ao trailer, você saberá que está destinada a ser uma daquelas séries que o deixarão colado na tela da sua televisão, mal respirando, com várias reviravoltas que te deixará sem palavras.

Gravando em Oz e Glasgow, está prevista para estrear no final de setembro, preenchendo o vazio em nossas vidas que foi inevitavelmente deixado por Bodyguard. Um processo de gravação muito difícil, a minissérie é gravada em tempos diferentes – um quando o bebê desaparece e outro nos dias de hoje em um julgamento, embora ‘para quê?’ seja uma pergunta que eu ainda estou para entender a resposta. “Nós continuamos chamando de ‘indo para o vórtice’ porque você está gravando todas essas linhas de tempo e obviamente é um thriller psicológico, então há alguns aspectos do que você pode dar e quando.” Jenna explica. “Há uma certa versão que meio que mantém todo mundo à uma distância, então você não está dando muito de uma vez.” Ela faz uma pausa. “Isso tudo fará sentido quando você assistir, mas, ai meu Deus, em termos de atuar, foi o trabalho mais complicado narrativamente que já fiz.”

Não só as linhas de tempo eram difíceis de entender no começo, mas Jenna também achou seu papel muito difícil. “Eu tive problemas reais de interpretar uma mãe com problemas, tipo, isso seria fundamentalmente algo que eu talvez não seria capaz de fazer jus, porque eu não sou mãe”, ela revela. “Foi extremamente desafiador. Mas para ser honesta, muitas das minhas amigas tem bebês e algumas delas me enviaram os e-mails mais incríveis. Eu falei com elas e obtive detalhes realmente incríveis e honestos sobre a realidade de ser uma nova mãe. É a coisa mais linda do mundo, mas só porque é tão bonita, não significa que vem sem questionamentos sobre sua própria identidade e solidão. Acho que foi uma maneira muito interessante de explorar a depressão pós-parto de uma forma que eu não sinto que eu realmente tenha visto muito na tela.”

Sua representação de uma mãe é, às vezes, difícil de assistir. No primeiro episódio, ela está no voo de 24 horas para a Austrália, bebê gritando em seus braços, marido dormindo, recebendo olhares desaprovadores de outros passageiros enquanto ela freneticamente tenta acalmar seu filho. É um momento que eu tenho certeza que muitos fizeram parte, eu sei que eu revirei meus olhos para crianças chorando em vôos antes, e é esse o aspecto que The Cry quer explorar. “Há várias questões”, Jenna reflete. “Questiona nossa sociedade sobre as pressões em cima das novas mães. Mas também a pressão da mídia e como a mídia pode criar uma versão da verdade”.

O último é em resposta ao aspecto “whodunnit” [“quem é o culpado?”] da série, a reviravolta que leva você a pensar que talvez o bebê não tenha desaparecido. “Eu acho que é engraçado passar por uma das experiências emocionantes mais extremas da sua vida ao mesmo tempo que estar sob essa investigação da mídia”, detalha Jenna. “Essas duas coisas coincidindo e acontecendo ao mesmo tempo são realmente um ângulo interessante de se olhar psicologicamente. E uma história interessante para contar.”

“Quem você acha que fez isso?” Ela pergunta, me incentivando a formular as várias teorias que estão rondando em minha mente. É óbvio demais ser a ex-mulher? Ou que tal a jovem mãe em apuros? Talvez seja a filha do marido que está secretamente com ciúmes de seu pai seguir em frente e criar uma nova vida? Talvez seja outra pessoa completamente diferente? Ou alguma coisa? “Por isso que eu senti vontade de ler!” Ela ri. “Eu senti que não sabia bem o que estava acontecendo. Ele [livro] estava me levando em direções diferentes e eu continuei virando a página!”

O que não está em debate, no entanto, é o fato de que Jenna é de tirar o fôlego na minissérie e sua representação é certa para levá-la a ser ainda mais aclamada pela crítica. Para a “garota impossível”, parece que ela pode fazer qualquer coisa.