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Jenna Coleman revela qual foi seu momento mais marcante no tapete vermelho
08.09.2023
postado por JCBR
A Harper’s Bazaar esteve com a Jenna Coleman no Festival de Veneza, onde a atriz participou de alguns eventos realizados pela Armani. Confira as fotos e a entrevista completa abaixo:

Segredos do estilo: preparando-se para o Festival de Cinema de Veneza com Jenna Coleman
A atriz usou um vestido do arquivo Armani Privé de 2017

É a primeira vez que Jenna Coleman participa do Festival de Cinema de Veneza. Estamos sentados no quarto dela enquanto ela se prepara para a noite – ela vestida com um roupão Giorgio Armani fofo – com os Beatles tocando ao fundo. “Tivemos um mix [musical] de verdade esta noite!” ela diz, rindo. “Tivemos a trilha sonora de O Poderoso Chefão, tivemos alguns suaves anos 60 no Spotify…” O clima é confortável e descontraído, ajudado em parte pelos relacionamentos de longa data de Coleman com sua equipe. “Conheço Valeria [Ferreira, maquiadora] e Halley [Brisker, cabeleireiro] há anos, então há uma dinâmica muito fácil”, ela me conta.

Claro, isso não é uma noite normal para o festival de cinema. O calendário deste ano foi severamente afetado pela greve SAG-AFTRA em curso, que proíbe os atores de promover qualquer trabalho. Mas em vez de assistir a uma estreia no tapete vermelho no Lido, Coleman está em Veneza como convidada da Armani Beauty, um dos principais patrocinadores do festival, e prepara-se para assistir ao desfile de alta-costura ‘One Night Only’ de Giorgio Armani naquela noite.

Abaixo, a atriz discute o tipo de moda que ela prefere, seu produto de beleza preferido para eventos no tapete vermelho e por que o que vestimos é importante.

Conte-nos sobre seu look para esta noite. Por que parece uma boa opção para você?

Então, optamos por um vestido Armani Privé de arquivo, esta noite, de 2017. Originalmente íamos seguir uma direção muito leve, mas depois colocamos isso… Tem muito drama gótico e sombrio. Cheio de renda e miçangas, preto. Portanto, há algo bastante Tim Burton, sombriamente romântico, que eu adoro. Para joias, estou usando De Beers – estes são brincos de flor de lótus com o colar de flor de lótus também. Em seguida, colocamos o cabelo para trás para um drama completo.

Hoje trabalhei com a Valeria – que faz minha maquiagem há anos – e uma das primeiras coisas que fizemos juntas foi para a estreia de Victoria no Kensington Palace. Usei um vestido Erdem e optei pelo mesmo tipo de look romântico. Então é uma vibração semelhante, tocando um pouco de romance gótico.

Quão envolvida você tende a estar no processo de estilização?

Acho que depende da marca com a qual estou trabalhando. Trabalho com Leith Clark, que é minha estilista, e sinto que nós duas estamos muito em sintonia. Sempre acabamos com muitas opções! Ontem à noite nós optamos por outra peça do arquivo de 1995, que era um vestido cheio de miçangas e pérolas. Tinha vibrações muito Bardot – cinema francês muito antigo – então esta noite queríamos fazer algo completamente oposto.

Você sente que está entrando em uma personagem quando se veste para eventos como este?

Essa é a minha maneira favorita de abordar isso, na verdade – especialmente quando você vem a Veneza e faz algo como um festival de cinema, ou você tem uma peça como este vestido que é tão dramático, é muito bom realmente se inclinar para ele ou caso contrário, encontrar uma maneira de invertê-lo completamente, que é algo que eu também adoro fazer. Então, por exemplo, esta noite, este vestido é de tule e há uma versão dele que poderia ser bem Cinderela e bem princesa. [Nós decidimos] trabalhar contra isso e definir os tons um contra o outro. Então o cabelo é bastante severo e contemporâneo. Acho que essa é a minha coisa favorita na moda; tentar encontrar esse contraste. Gosto de puxar duas coisas; o masculino versus o feminino, o suave e o forte.

Começo primeiro pela moda e depois encontro a personagem, a sensação e o tom. Então, uma vez que tínhamos o vestido e decidimos seguir o caminho mais dramático, Tim Burton, optamos por um lábio escuro e, em seguida, um suave olho rosa-púrpura contra ele.

Que tipo de moda você gosta?

Eu adoro vintage. Adoro estilos contrastantes – então, se você tem algo contemporâneo, encontre algo [clássico] para combinar com isso. Adoro coisas que estão um pouco desfeitas ou um pouco ásperas nas bordas. E eu tenho sempre gostado muito de brincar com texturas, tecidos e cores. Costumo me inclinar para muitos tecidos.

Como seu estilo evoluiu ao longo dos anos?

Ele [evoluiu], mas acho que a essência sempre foi a mesma. Acho que você aprende mais sobre o que combina com você [conforme envelhece] e se torna um pouco mais experimental. É sobre ser brincalhão. É o mesmo com figurinos e personagens; é mais sobre um sentimento. Então, enquanto o visual da noite passada parecia mais desfeito, da velha guarda, do cinema clássico, o desta noite é muito mais dramático e teatral.

Não gosto de nada que pareça muito difícil. Gosto quando há um pouco de indiferença em relação ao [estilo], e é por isso que gosto de misturar peças novas e antigas. É menos formado e fixo. Tenho que sentir no meu corpo que posso relaxar em alguma coisa.

Como o evento que você participa ou o projeto que você promove impacta seu estilo?

Pode ser bastante deliberado se eu estiver fazendo uma determinada campanha de imprensa. Com Victoria, por exemplo, nós nos inclinamos muito para isso. Realmente depende do projeto. Às vezes é sobre a peça que você tem e então criar uma história por trás dela. Mas definitivamente tocamos um pouco de victoriana quando estávamos fazendo Victoria. Obviamente, quando The Serpent foi lançado, estávamos em lockdown, então ele nunca teve o seu momento, mas teria sido ótimo abordar isso [no tapete vermelho]. Mas sempre penso que é sobre não ser muito fixo e formado – e digo isso com o cabelo bem rígido neste momento! – mas sendo um pouco mais borrado nas bordas.

Qual foi o seu momento mais memorável no tapete vermelho até agora?

Provavelmente Victoria, eu diria, só porque foi ambientado no Palácio de Kensington, e minha família estava lá. Acho que foi uma das primeiras estreias no tapete vermelho no Palácio de Kensington, na época. E estar no local de nascimento da Rainha Victoria… Havia algo sobre tudo se alinhar. Então sim, provavelmente isso.

Obviamente, tivemos alguns anos de momentos sem tapete vermelho. O Fashion Awards sempre foi muito legal. Um ano eu estava com esse look Preen incrível com ombreiras enormes.

Há algum produto de beleza específico que você sempre utiliza em eventos no tapete vermelho?

Sempre usei produtos de beleza da Armani e foi a base que usamos na Victoria para conseguir aquela pele de porcelana. É o meu favorito para usar na vida real também. Luminous Silk – tenho o tom 5 – tem sido algo regular para mim, dentro e fora da tela.

A moda tem a reputação de ser frívola, mas por que o que vestimos é importante?

Porque é uma extensão de você. É um tom e é um sentimento. É lúdico e é criativo, imaginativo e inventivo. É sobre explorar e, acima de tudo, deve ser divertido!

Jenna Coleman concede entrevista e estampa a capa da edição de outubro da revista Tatler
03.09.2020
postado por JCBR
Jenna Coleman é fotografada por Claire Rothstein para a edição de outubro da revista Tatler e fala sobre sua adolescência, o retorno de Victoria, filhos e muito mais. Clique nas miniaturas abaixo para conferir as scans e em seguida leia a tradução da entrevista.

Tantas perguntas pra fazer pra Jenna Coleman, mas a do topo da lista é se Victoria, sua maior glória, retornará. A série de TV, seguindo a vida da nossa digna monarca, está prevista para ter uma quarta temporada; da última vez que Coleman a deixou, em meados de 2019, Vic teve sete de seus nove filhos, ainda tinha um marido e, ocasionalmente, sorria. Quando falamos sobre isso, a atriz de 34 anos, nascida em Blackpool, que fez da rainha o seu cartão de visita, permanece evasiva.

“Pode haver outra temporada”, ela sorri. O cabelo de Coleman foi lavado recentemente, ela está com uma camisa listrada de azul e marrom da Zara e, no geral, ela parece claramente não-vitoriana. Ela está em uma pequena pausa com a atriz Perdita Weeks, sua amiga, e me mostra, se desculpando, uma linda vista da montanha ao fundo da ligação.

“Estou esperando envelhecer um pouco mais”, ela sorri. É justo: Coleman parece estar há anos-luz da meia-idade. Ainda assim, ela admite, tem a morte do Príncipe Albert por vir e o romance da rainha com o John Brown: “Há muita história boa”, ela suspira. Mas então chegamos ao centro do problema. “Quer dizer, devo usar um terno gordo? Devo usar próteses?” Ela está rindo, mas isso parece bem sério. Não, sério: você usaria um terno gordo?

“Sim!”, ela insiste com firmeza. “Deus, eu aceitaria qualquer coisa no lugar de espartilho. Já fiz três anos disso.” Ela com certeza detesta espartilhos, pra ser claro; eles são “brutais”, diz ela. “Tipo, “Traga o terno gordo! Está bem!””

Podemos dizer com certeza que para Coleman o ano passado marcou um afrouxamento no trabalho. Ela mereceu. Seus traços atrevidos e delicados têm sido uma constante nas telas de TV britânicas por 15 anos. Os destaques incluem sua longa passagem como Clara Oswald em Doctor Who, Waterloo Road, Titanic da ITV, Victoria e, mais recentemente, o thriller The Cry, que lhe rendeu uma indicação ao Emmy Internacional. “Eu fiz três temporadas e meia de Doctor Who, e comecei Victoria três semanas depois”, ela suspira. “Eu literalmente desci da Tardis e andei a cavalo de lado.”

Ela também ganhou um perfil que corresponda. Depois de um nonasseguno ligada ao Príncipe Harry, em 2015, tendo se conhecido após um jogo de pólo e um longo período de namoro com o ator Richard Madden, ela estabeleceu outro longo relacionamento, com seu colega de elenco Tom Hughes, o Albert da sua Victoria. Eles ficaram juntos durante as gravações da primeira temporada, pelo que sabemos: permaneceram discretos o tempo todo. Mas o que se dizia nesse verão foi que tudo acabara, com Coleman flagrada aparentemente devolvendo as chaves de sua casa. Quando eu digo a ela, ela está determinada a ficar calada, assim como ela sempre fala sobre sua vida amorosa, ou realeza, especialmente quando as duas se misturam. Esses rumores impediram você de gravar a quarta temporada? Uma pequena pausa. “Ai meu Deus, não!” (Coleman diz muito “Meu Deus”, e não consigo decidir se isso é um resquício de suas raízes do norte ou um drama de rainha.) “História e roteiro.” Então, o que está acontecendo na sua vida pessoal não afeta seu trabalho? “Exatamente”, ela diz calmamente. Podemos dizer pelo menos que você está solteira agora? Ela começa a parecer chateada. “Eu sinto muito. É muito mais fácil não falar sobre isso, na verdade.” Isso não quer dizer que Coleman não fala muito. Pelo contrário. Presença calorosa, educada, quase séria, ela fica feliz em admitir que está passando por um momento de reflexão e mudança. “Esses últimos anos têm sido ótimos”, ela diz sobre sua pausa em Victoria, “porque eu realmente não tinha me dado um tempo para ficar livre.”

Os jornais apelidaram Coleman e seus amigos famosos de o novo cenário de Primrose Hill — batizado em homenagem ao grupo hedonista dos anos 1990 liderado por Kate Moss, Jude Law e Sadie Frost, que viveram naquela região do norte de Londres. Coleman morava em Primrode Hill por volta dos seus 20 anos e é amiga de Matt Smith, seu colega em Doctor Who, e de sua namorada, Lily James; eles são frequentemente vistos juntos na área de NW3. “O que isso significa?” ela diz, os olhos arregalados. Que você está tentando ser a nova Sadie Frost, eu acho? Ela parece chocada — e pra ser justo, é golpe baixo. Ela é uma atriz muito, muito melhor do que Sadie. “Ai meu Deus,” diz ela novamente. “Eu sou uma pessoa caseira.”

Coleman percorreu um longo, longo caminho desde a classe operária do norte. Jenna-Louise Coleman conseguiu seu primeiro papel em Emmerdale com apenas 19 anos. Seu sotaque de Lancashire, praticamente desapareceu, mas de vez em quando aparece — “rir” se torna “ri”, e “botão” torna-se um “butão”. Enquanto isso, ela abandonou o ‘Louise’ em 2013, decidindo que era demais. “Perguntam-me com frequência: O que aconteceu com Louise? Para onde ela foi?”, ela diz. Peter Capaldi, outro colega de elenco em Doctor Who, ainda a chama de “A Artista Anteriormente Conhecida como JLC”. Ela nunca se sentiu tentada a ser J-Lou? “Acho que sugeri isso aos meus amigos quando era adolescente”, ela diz seca “e não caiu bem”.

Em suma, apesar de seu brilho de garota comum, Coleman mostra pouco interesse em ser uma fofa. Na verdade, a próxima vez que ela voltar à tela será no thriller da BBC/Netflix, The Serpent, baseado na história da vida real do vigarista e assassino Charles Sobhraj, uma figura sinistra que aterrorizou a trilha hippie na Ásia nos anos 1970. Na série, que quase completou as gravações em Bangkok quando o lockdown foi anunciado, Coleman interpreta sua parceira, a franco-canadense Marie-Andrée Leclerc. É um papel obscuro e desagradável, o glamour dos estilos esfregando-se contra a maldade dos crimes. Ainda mais chocante, ela ensaia um sotaque francês, o que é particularmente corajoso, já que ela não sabia falar uma palavra em francês. Mas esse contrassenso, ou talvez teimosia, parece muito com Coleman. Não é nenhuma surpresa descobrir que, nos primeiros dias de sua carreira, ela foi convidada para um teste de um papel no andar de baixo em Downton Abbey — mas ela perguntou se poderia tentar subir no andar de cima. Não aconteceu, mas você pegou a ideia. E com Victoria, ela finalmente subiu as escadas e mais um pouco.

Como outros atores, Coleman nunca quis fazer outra coisa. Ela teve uma infância “muito liberal, muito relaxada” e, surpreendentemente, seus pais — Keith, um empresário e Karen — “nunca me fizeram duvidar” que poderia ser uma opção. Em vez disso, a dúvida surgiu quando ela foi para uma escola particular local no início da adolescência. E eu suponho que este é um preconceito para deixar para trás: sim, ela era do norte e da classe trabalhadora, mas seus pais decidiram mandá-la para Arnold (“Era uma escola muito boa”, diz ela, parecendo um pouco perplexa quando eu pergunto por quê), onde ela se destacou — ela até acabou sendo líder de classe. Ainda sim, foi uma experiência mista para ela, que talvez seja o que ela quis dizer quando disse que era “um intermediário”. Em certo sentido, ela se divertiu muito e fez “sete ou oito dos meus melhores amigos” lá; mas em outro, todos os bons alunos foram para Oxbridge, e “foi aí que surgiu a dúvida”, diz ela. Atuar era aparentemente um “capricho bobo de uma carreira”. Na verdade, ela resmunga, “eu sou a péssima líder de classe que nunca foi para Oxford”. Ela preencheu um formulário cuidadosamente, “mas me lembro de ter escrito: “Eu só quero ir para poder ler livros para então poder ser atriz, porque, na verdade, eu só quero ser atriz”. Foi realmente evasivo”, ela ri. Ela não teve a resposta.

Esse trecho inicial da estrada foi turbulento. Ela também foi rejeitada quando se inscreveu em escolas de teatro e tirou um ano sabático para se inscrever novamente; foi enquanto fazia isso que ela conseguiu o emprego em Emmerdale. Depois ficou um pouco mais difícil quando ela deixou Emmerdale, tentando não ser estigmatizada. Mas, no geral, ela diz que amava os seus 20 anos — e ela “realmente gostou” dos 30 anos até agora. “Eu não diria que é, “Oh, você chega aos 30 e chega a algum lugar, e tudo faz sentido, você sabe quem você é e todas essas coisas”, mas estou gostando da exploração, com certeza.” Ela diz que adoraria ter filhos. “Quer dizer, como diabos você gerencia isso nesta indústria, não tenho ideia. Tomara que isso aconteça em breve: sets com mais creches para as crianças, e coisas assim. Não consigo compreender como isso funcionaria, mas definitivamente eu gostaria de ter filhos um dia.”

Correndo o risco de estar sendo rude, porém, ela não está entrando em um momento tipo agora ou nunca? “Obviamente existe o efeito absoluto da idade biológica, com certeza”, ela começa. “Mas, não sei, estou pronta pra seguir o caminho que a vida me levar. Porque não há controle. Acho que isso é algo que estou aprendendo cada vez mais, ou tentando aprender. Conforme você envelhece, você percebe que não adianta tentar controlar certos aspectos. Você tem que lidar com os golpes. Quer dizer, esses últimos anos foram complicados, não foram? Você não pode realmente fazer planos, porque pode ser atingido por uma pandemia.”

Bem, sim, mas as pessoas ainda fazem planos de qualquer maneira, não é? Eu empurro ela mais adiante, e ela se perde em pensamentos: “O que estou tentando articular aqui?” Ela então explica que há um drama que ela realmente gostaria de fazer, baseado na vida de Ernest Hemingway. “É mais ou menos assim: o que é uma relação tradicional? Como devem ser os relacionamentos? Monogamia vitalícia ou cada relacionamento tem um ciclo?”

“Não sei”, diz ela animando-se com o tema. “Eu sinto que nossa sociedade mudou muito, e ainda há um certo ponto a ser atualizado.” “Não há”, ela diz, “um livro de regras, embora eu sinta que nos disseram que exista um, e aquele que é bem-vindo é aquele tipo de Disney “Você vai conhecer um príncipe e se apaixonar, casar e ter filhos”. Nós quase precisamos mudar essas histórias. A crescente independência das mulheres alterou tudo, ela pensa. “Talvez o amor tenha um ciclo de cinco anos, e isso não o torna menos bonito.”

Ela conheceu Hughes em 2015: faça a matemática. Eu realmente não posso colocar isso para ela no momento, já que ela está vagando por todos os tipos de terreno filosófico mais amplo — e isso está muito de acordo com seu espírito de bloqueio. Esse período, como ela conta, foi passado principalmente em Londres fazendo coisas “clássicas”, incluindo culinária, um curso de fotografia e uma tentativa de jardinagem, da qual ela ainda está se recuperando. “Acho que há toda uma matemática e ciências que eu não consegui entender”, diz ela, franzindo o nariz.

Pode ser útil saber, porém, que de agosto de 2019 até março de 2020, ela estava filmando The Serpent em Bangkok. Mostra, se nada mais, que sua mente e corpo já estavam em outro lugar. É difícil discutir muito sobre a série sem revelar nada, mas o que vale a pena dizer é que Coleman não tem medo de interpretar uma mulher confusa e ambígua cuja cumplicidade nos crimes de Sobhraj nunca foi totalmente esclarecida — Leclerc morreu de câncer em 1984, com muitas perguntas sem resposta. Enquanto isso, Sobhraj ainda está vivo e na prisão, condenado apenas por dois assassinatos, mas suspeito de muito mais. Isso tudo é fascinante para Coleman, mas, novamente, com a estrita condição de que está a anos-luz de sua própria vida.

Quando pergunto se ela alguma vez infringiu a lei, ela volta à sua adolescência. Ela tinha um spaniel chamado Charlie, e ela ouviu falar de uma lei obscura, datada da época de Chales II, “que os spaniels com seu nome deveriam ter acesso a qualquer lugar da terra. Então eu o levei para o Boots comigo, mas mesmo assim eles expulsaram nós dois “, diz ela. “Na verdade, acho que cumpri a lei neste caso?”

A maneira como ela fala, assim, ela é boa mesmo quando tenta ser má. No entanto, definitivamente há algo atrevido em Coleman, por mais que ela queira disfarçar. Quando eu pergunto quem são seus amigos na indústria, ela prontamente lista Capaldi, Smith e Rufus Sewell, seu Lord Melbourne em Victoria, além de sua amiga Weeks. Essa é principalmente uma lista de homens que parecem bastante travessos, eu a provoco. “Ai, eu sei”, diz ela, encolhendo-se.

E sim, Lily James é uma amiga, assim como Madden, ainda. Como você consegue ser amiga de um ex? “É só muito amor. Muito amor.” Tudo isso remonta aos seus 20 anos, diz ela. E pra ser claro, você ficava todo o tempo em casa de pijama? “Genuinamente! Sério! Eu juro. Eu sou o tipo de pessoa noturna, aninhada e sem festas.”

Cinco minutos depois, porém, estamos diminuindo o ritmo e a melodia muda um pouco. “Eu vou beber algumas margaritas,” ela anuncia, como a pessoa muito querida que eu estava dizendo que era. Ela pisca seus grandes olhos, e pela primeira vez, finalmente, ela parece a Victoria adequada. Quantas vai tomar? “Uma quantidade civilizada” ela dispara de volta. “Uma quantidade muito, muito civilizada!”

“Isso é tão engraçado”, ela ri. “Você acha que eu sou esse grande animal de festa secreto. É muito hilário.” Na verdade, pelo que vale a pena, não acho — eu só acho que ela tem mais angústia do que está demonstrando. Afinal, uma coisa que ela nunca se cansa de dizer a todo mundo é que a Rainha Victoria, apesar das aparências, pode ser bem divertida.

Criadora e roteirista de Victoria concede entrevista exclusiva ao Jenna Coleman Brasil
17.05.2019
postado por Laura Cristina
O Jenna Coleman Brasil em parceria com o Victoria Brasil conseguiu uma entrevista exclusiva com a criadora e roteirista da série “Victoria”, Daisy Goodwin onde a mesma fala sobre um possível spin-off, como é trabalhar com Jenna Coleman e Tom Hughes, o futuro de personagens importantes e mais!

Confira:

1. Quando você decidiu escrever sobre a Rainha Victoria? O quão desafiador foi escrever um romance (e depois produzir uma série) baseando-se em fatos reais?

Bem, na verdade, foi mais fácil do que ter que criar tudo! Eu amo história, então é um prazer investigar os detalhes da vida de Victoria.

2. Esta pergunta vem de todos os fãs aqui no Brasil: Você planeja escrever uma continuação de “Vitória – A Jovem Rainha”? Embora saibamos o que vem a seguir (por causa da série e da história) é tão bom ver tudo pelos olhos de Victoria.

Fico muito feliz que tenham gostado do romance. Estou pensando em escrever uma sequência – observe essa deixa.

3. Muitos fãs estão muito chateados, para não dizer, com raiva do comportamento de Albert e como as coisas estão indo no casamento. O que está reservado para o casal? A quarta temporada será a última dele? Você poderia nos dar um gostinho do que vem a seguir para Victoria e Albert?

Pobre Albert! Ele se esforça tanto e recebe tão pouco em troca. Eu acho que uma pequena espiada na Wikipédia lhe dará uma pista para o que pode estar reservado para ele.

4. Logo no início da terceira temporada sentimos falta de alguns personagens como Ernest e Harriet, vamos voltar a vê-los no futuro?

Quem sabe? Nunca diga nunca.

5. Como é trabalhar com Jenna e Tom? Antes de começar, você tinha mais alguém em mente para os personagens? Como foi o processo de escolha dos atores para esses personagens tão notáveis?

Eles são atores tão talentosos – é um prazer trabalhar com eles. Eles sempre foram minha primeira escolha para Victoria e Albert.

6. Se você tivesse a oportunidade de produzir um spin-off da série, você consideraria contar a história de Vicky e Frederick III? Eles possuem um papel tão interessante e importante na história e isso raramente é visto em filmes e séries. Muitos estão entusiasmados com essa ideia. O que você acha disso?

Eu adoraria produzir algo sobre Vicky e Frederick! Se eu for vocês serão os primeiros a saber!

7. O que você tem a dizer sobre os homens importantes que influenciaram a vida de Victoria? Como o Lord M, Albert, John Brown e Abdul?

Eu acho que ela sempre esteve no comando.

8. Na série, podemos sentir uma forte figura feminista em Victoria, mas sabemos que a própria Rainha era, na verdade, anti-feminismo. Por que é o oposto na série? Além disso, há muitos artigos interessantes que exploram o fato de que, a contragosto, Victoria, na verdade, teve uma influência importante nesse movimento [feminista]. O que você tem a dizer sobre isso?

Victoria não acreditava na igualdade das mulheres, mas ela não precisava – era ela quem mandava. Eu acho que ela era uma figura feminista sem saber e acredito que ela mudou de atitude em relação às mulheres, quer ela quisesse ou não.

9. Uma das alegrias desta temporada são as crianças! Você pretende se aprofundar em sua história e trazer mais foco sobre as crianças (comportamento, pensamentos e relacionamentos) à medida que as mesmas crescem na série?

Eu certamente pretendo! As histórias das crianças são tão interessantes e tivemos sorte de ter atores brilhantes.

10. Você poderia enviar uma mensagem para os fãs no Brasil? Tenho certeza que eles iriam adorar se você pudesse enviar uma mensagem em vídeo, talvez?

Eu vou tentar!!!!!

Gostaria de agradecer muito por estar disposta a conceder esta entrevista! Isso significa muito para nós!

Gostaríamos de fazer um agradecimento especial à jornalista Luana Mattos que entrevistou a Daisy e tornou isso possível!

Contato da Luana:
Twitter: @luanatmattos
Linkedin: Luana Mattos

Jenna Coleman é destaque da recente edição da revista Stella
07.04.2019
postado por JCBR
Jenna Coleman estampa a nova edição da revista Stella que traz uma longa entrevista com a atriz que fala sobre Victoria, seu passado e seu recente projeto All My Sons.

A revista também conta com uma sessão de fotos realizada pelo fotógrafo Simon Emmett, e pode ser conferida clicando nas miniaturas logo abaixo:

Leia a tradução da entrevista:

Não é de surpreender – após interpretá-la passando por sete filhos, três primeiros ministros, uma guerra, uma fome, um surto de cólera, uma tentativa de assassinato e uma coroação – que ocasionalmente, enquanto Jenna Coleman, lida com a vida moderna, ela se pega pensando: O que a rainha Victoria faria?

“Eu realmente penso. Ela era muito interessada nos negócios de todos. Quando ela era jovem, ela mantinha um diário sabendo que seria lido, e alguns dos registros eram simplesmente: “Acordei às nove, jantar sozinha”, diz a mulher de 32 anos, escorregando do seu leve sotaque de Lancashire para os tons profundos e régios que ela adota quando interpreta a personagem-título de Victoria da ITV. “Mas ela contatou a polícia sobre Jack, o Estripador, perguntando se eles consideraram isso ou pensaram sobre isso. E ela escreveu para o Elephant Man [John Merrick] todo ano. Então, suponho que se ela estivesse por perto agora…

Ela postaria seu café da manhã em seu Instagram e ficaria no Twitter? #NãoEstamosAchandoGraça? “Sim! Eu me pergunto isso. Ela era uma senhora das cartas e acredito que ela nunca teve uma natureza particularmente reservada.”

Jenna e eu nos encontramos nos bastidores do Old Vic, no final de um longo dia de ensaios para All My Sons, o drama de Arthur Miller no qual ela logo aparecerá ao lado de Sally Field e Bill Pullman. As oito semanas seguidas faz com que ela trabalhe em Londres pelo período mais longo de sua carreira, então ela ficará parada por um tempo, indo de metrô e se mantendo saudável.

“Quando você faz o papel de rainha Victoria, não é preciso manter-se em forma… E se exercitar com essas horas [normalmente 14 horas por dia] é impossível de qualquer maneira. Eu dancei durante a maior parte da minha formação, então eu mantenho a ioga e o barre, e mantenho meu sistema imunológico saudável”, diz ela. Eu noto o suco verde que ela está tomando. “Eu tive febre glandular enquanto filmava a primeira temporada de Victoria, então eu tenho me educado sobre o que coloco no meu corpo.”

All My Sons é uma peça que ela está muito animada – a primeira desde os 18 anos em Edinburgh Fringe – mas ela pode ser perdoada por ter a rainha Victoria em mente. Afinal, ela vai para casa todas as noites para o príncipe Albert: Jenna está em um relacionamento com Tom Hughes, o ator que interpreta o consorte alemão de Victoria, desde 2016.

Eles se tornaram amigos quatro anos antes, quando filmaram o drama da BBC, Dancing on the Edge. Na época, ela estava namorando Richard Madden, que cativou os telespectadores no sucesso televisivo do ano passado, enquanto Tom estava com a atriz do W1A, Ophelia Lovibond. Depois de se encontrarem novamente quando foram escalados como protagonistas de Victoria, Jenna e Tom dividiram uma casa no norte de Londres desde o outono de 2017, e passaram boa parte do ano passado fazendo isso.

“É meio que diferente”, ela diz sobre a casa. “Sou grande fã de um padrão, veludos e texturas, muitos tecidos vintage… Está quase pronto, meu pai veio e ajudou.”

Então, ela já vai para casa a caráter? “Não, eu definitivamente não vou para casa e faço a rainha Victoria, quero deixar isso claro”, ela diz, rindo. “Mas realmente gosto da companhia dela, se isso faz sentido. Há uma adorável familiaridade e conhecê-los como um casal tem sido uma verdadeira alegria.”

Tom, que nasceu 10 dias antes de Jenna e foi criado em Cheshire, o condado vizinho ao dela, pode ser mais difícil de se conviver se ele permanecer no personagem como o príncipe Albert. Tem o sotaque alemão, por um lado. Ele não mantém isso enquanto trabalha em volta da casa, não é? “Não”, ela diz, aparentemente horrorizada. “Não não.”

Empoleirada em um sofá, Jenna insiste que está “um pouco atordoada” por estar em uma sala de ensaios o dia todo, mas não parece. Seus olhos de cor de noz estão alertas e bem abertos, e até mesmo suas roupas de ensaio estão na moda: um top preto, óculos de aro quadrado pendurados no pescoço, um casaco cinza Blazé Milano, calças de listras largas e coturnos Nanette. Ela também pede desculpas por ser ruim em entrevistas, mas depois se mostra brilhante, engraçada e pensativa.

All My Sons vê Jenna não só voltar ao palco depois de várias longas séries de TV – entre elas quatro anos em Emmerdale, cinco como companion em Doctor Who, três e contando com Victoria, e no ano passado o drama da BBC, The Cry – mas também dar um passo para o lado, aparecendo em um papel de apoio total. Ela diz que é “como aprender a andar de novo”.

A peça se passa nos subúrbios de Ohio em 1947 e conta a história de um empresário de sucesso e sua esposa, que perderam um de seus dois filhos, Larry, na guerra. Quando a ex-noiva de Larry, Ann (interpretada por Jenna), aparece, as coisas ficam um pouco complicadas. “É muito tradicional, apenas zonear nesta casa e na devastação pós-guerra. É sobre sobrevivência, basicamente”, diz Jenna, alegremente.

Além de aperfeiçoar um sotaque de Ohio, ela mergulhou na música da época e pesquisou cartazes de propaganda destinados a mulheres. “Eles são sobre como as mulheres trabalharam na guerra, mas “agora seja uma boa esposa e faça um café para seu marido”. Eu não podia acreditar.” Trabalhar com a vencedora de dois Oscars, cujos filmes Jenna cresceu assistindo, provou ser ainda melhor do que ela esperava. “Deus, ela é fabulosa. Ela viveu essa vida, mas não tem ego na sala de ensaios”, diz Jenna.

Jenna nasceu e cresceu em Blackpool, um lugar que ela ama agora, mas “não podia esperar para sair” quando era adolescente. Seu avô de 80 anos tem administrado uma barraca no calçadão desde os 21 anos, e ela planeja escrever algo sobre ele – se ele permitir. Sua mãe, Karen, era uma mãe em tempo integral que passava as noites levando Jenna para dançar e ensaios de teatro. Seu pai, Keith, tem uma empresa que instala bares e restaurantes, e seu irmão mais velho, Ben, é gerente de uma obra.

Jenna começou a atuar aos 11 anos, interpretando Aurora, a dama de honra, no musical Summer Holiday, mas também se destacou academicamente. Aluna nota 10, ela era representante de escola da Arnold School – uma escola independente – mas recusou um lugar para estudar inglês em York e ganhou um papel em Emmerdale aos 18 anos. “Meus pais eram incrivelmente descontraídos. Eu estava constantemente ensaiando e eles não me diziam para sentar e fazer o meu dever de casa”, diz Jenna.

Sua personagem em Emmerdale teve alguns anos inebriantes: um romance gay (as pessoas gritavam “lésbica!” para Jenna na rua), tornando-se jornalista investigativa, depois espancando um policial até a morte com uma perna enquanto ele tentava estuprá-la, e despejando seu corpo em um lago. “Começando com essa série foi sufocante. Eu seria mais reconhecida por qualquer outra série que fiz, e lembro de ter pensado: não fiz nada. Eu não treinei, não fui para universidade, não fui para a escola de teatro. Eu estava tão desconfortável com isso”, diz ela.

Deixando Emmerdale depois de quatro anos, Jenna mudou-se para Londres brevemente, assumindo turnos de pub e iniciando um curso da Open University em inglês, antes de ir para a Califórnia, onde passou algumas semanas dirigindo e vendo o que vinha das audições. “Fiz o teste para partes ridículas como uma mãe de 45 anos de idade. Eu me preparava para as audições ouvindo fitas de sotaque no carro e tinha mudanças de roupas no porta-malas. Eu amei.”

Ela teve uma experiência ruim na Califórnia, quando foi convidada para uma audição de biquíni. “Ridículo, não é? Espero que isso não aconteça em 2019”, diz ela. Felizmente é o mais próximo que ela chegou do tipo de comportamento que o #MeToo e Time’s Up abordaram, bem diferente em “trabalhar com verdadeiros campeões em Doctor Who como Matt [Smith] e Peter [Capaldi]” assim como a escritora de Victoria, Daisy Goodwin.

“Essas campanhas, espero, erradicaram o medo de fazer um escândalo”, diz ela. Ela percebeu algumas mudanças na indústria, como trabalhar com mais produtoras e gosta da ideia de “coordenadores de intimidade” no set para cenas amorosas – embora “não precise de uma em Victoria”. Suponho que não seja exatamente atrevido, mas filmar com seu parceiro fora da tela deve ajudar.

A terceira temporada de Victoria cobre os anos de 1848 a 1851. A Europa está um caos, há crescente agitação na Grã-Bretanha, o povo está cansado de políticos, e a família real tem um recém-chegado do exterior que quer modernizar as coisas. Tempos verdadeiramente diferentes. A única constante: Victoria continua tendo filhos.

“Temos sete até o final desta temporada, então temos mais dois para vir [ela teve quatro meninos e cinco meninas entre 1840 e 1857], e eu acho que o alívio da dor não foi inventado até o oitavo”, diz Jenna. “Ela tinha apenas 1,52 de altura, então Deus sabe o que ela fez fisicamente.”

Jenna, de 1,57 de altura, descreve o set como “uma creche com câmeras”, já que as crianças mais novas são interpretadas por dois pares de gêmeos (para diminuir sua carga de trabalho), e suas mães fazem o mesmo como babá em Victoria. As filmagens começaram em Yorkshire em maio, um dia depois que ela terminou The Cry, no qual ela interpretou uma mulher cujo bebê foi sequestrado. Quando ela começou, ela disse que se sentia “completamente errada”, não tendo filhos, enviou emails a amigos com bebês para obter informações.

Nunca teve a mesma ansiedade em Victoria. “Eu amo interpretá-la grávida. Ela é mais volátil, e é tão irritada”, diz ela. Mas a barriga “muda a maneira como você anda. Ela faz você bambolear.” Parece que Jenna não está prestes a seguir os passos de Victoria: ela disse recentemente que quer “ver mais do mundo” antes de ter filhos.

Jenna educadamente se recusa a comentar sobre a atual família real, talvez desconfiada de manchetes antigas que a ligam ao príncipe Harry (eles eram apenas amigos, essa é a versão oficial), mas diz: “As pessoas não podem acreditar em como essas coisas são tão próximas que a história continua ecoando.”

Seus 20 anos foram “só trabalho”, com 10 meses em Doctor Who que Matt Smith – ainda um bom amigo, assim como sua namorada, Lily James – avisou que seria como “saltar em um trem de carga”. Ela não estava particularmente confiante na época, mas esperava que isso mudasse. “Eu cheguei aos 30 anos e estava tipo, OK, eu deveria saber o que estou fazendo agora, mas talvez isso não aconteça. É só agora que me sinto um pouco mais confortável em quem eu sou”, diz ela.

A fama nem sempre foi fácil, mas não a afastou das mídias sociais. Jenna publica desde os habituais lugares de celebridades, como desfiles de moda da Dior e praias glamourosas – o último feriado foi no México em janeiro. “É uma coisa estranha, estou no Instagram e no Twitter, mas eu meio que sinto falta dos velhos tempos de quando você ia ao teatro e não sabia nada sobre a pessoa que você está assistindo.”

Eu conto a ela sobre as contas de fãs dedicadas a ela. No Twitter, @bestofhughesman é dedicada ao “nosso casal da telinha on/off favorito”. Ela cora. ““Hughesman”… Interessante.”

Atualmente, ela está decidindo o que fazer com o resto do ano e pode ir a Los Angeles para “reuniões”. Ver Olivia Colman, que era atriz de televisão por 20 e 30 anos, ganhou o maior reconhecimento de Hollywood por interpretar uma rainha diferente, ainda mais rabugenta, foi inspiradora. “Eu realmente chorei. Em The Favorite ela tem tanta vida em seus olhos, e apenas em um nível humano, eu a achei muito comovente.”

Colman é um nome – junto com Helena Bonham Carter, Emily Watson e Imelda Staunton – que Jenna recentemente sugeriu como potencial substituta para ela em Victoria, caso a série se estenda para outro período da vida da rainha Victoria, como tem sido em The Crown.

“Eu amo The Crown. Acho que é muito inteligente como cada episódio é algo individual”, diz ela. “Estamos conversando sobre o que fazer [sobre Victoria]. A menos que eu fizesse uma temporada pelos próximos 65 anos da minha vida, nós quase temos todo o material. Acho que seria trabalho garantido.Talvez?”

Jenna Coleman cita algumas atrizes que gostaria que a substituísse no papel de rainha Victoria
14.03.2019
postado por JCBR

Não é de hoje que começaram os murmúrios a respeito da permanência de Jenna Coleman na série que retrata o reinado da rainha Victoria, que ascendeu ao trono com dezoito anos de idade.

Durante as entrevistas concedidas nos Estados Unidos a fim de divulgar a nova temporada da série que teve sua estreia por lá no dia 13 de janeiro, Coleman revelou sobre o processo de envelhecimento dos personagens através da maquiagem. Mas, como a mesma vem pontuando, chegará uma hora que terá de dizer tchau para a personagem e dar espaço para que outra atriz possa substituí-la.

Faltando um pouco mais de uma semana para a estreia da terceira temporada de Victoria no Reino Unido, aconteceu uma conferência de imprensa em que Jenna, Tom Hughes e Daisy Goodwin participaram e falaram sobre o futuro da série.

A seguir, confira alguns detalhes divulgados pela mídia britânica:

Com o envelhecimento do personagem, espera-se que outro ator com idade mais apropriada assuma o papel, assim como a série épica da Netflix, The Crown.

É algo que Coleman admite que será difícil de fazer.

“Vai chegar um ponto em que eu tenho que [ser substituída]. A ideia de que vou estar interpretando o encontro de Victoria e Abdul não é realmente possível”, disse ela ao RadioTimes.com e outros jornalistas.

“Mas vai ser difícil deixar de fazer o papel, especialmente quando ela ficar mais velha. Ela está se tornando muito mais parecida com tudo pelo que ela é conhecida – sua impaciência, sinceridade e incapacidade de esconder como se sente.

“[A substituição] traz muitos desafios e é difícil como ator – quando você chega até aqui, é difícil abandonar.”

Mas Coleman tem alguns nomes já em mente de quem ela gostaria de assumir seu papel – e entre eles está uma vencedora do Oscar que compartilha um sobrenome semelhante.

“Há muitas pessoas”, disse ela. “Emily Watson seria incrível, assim como Imelda Staunton. Helena Bonham Carter seria boa, mas ela está ocupada agora.

“Olivia Colman foi tão boa em The Favorite, mas ela está ocupada também.”

De fato, a vencedora do Oscar, Colman, está ocupada com a segunda temporada de The Crown – interpretando outra monarca, a rainha Elizabeth II.

“É meio que no fundo todos estão pensando nisso. Tem que vir em algum momento, mas isso vai ser realmente doloroso. Eu sinto que nos últimos dois anos eu cresci com ela. [Nós filmamos] seis meses por ano, eu passo mais tempo sendo Victoria do que Jenna quando estamos filmando. Você se torna muito próximo das pessoas que você está pesquisando. Eu acho que seria uma coisa difícil”.

Fonte: Good Housekeeping

Durante a conferência, a produtora e criadora da série, Daisy Goodwin, disse já ter alguém em mente para fazer a substituição da Jenna no papel de rainha Victoria. E, segundo o site da revista Harper’s Bazaar UK, Coleman está confirmada na quarta temporada do drama que terá sua estreia em 2020.